BeatBossa

sábado, março 21, 2009

Eu Matei Lúcio Flávio (Antonio Calmon, 1978)

Produzido e estrelado pelo próprio Jece Valadão esse filme me impressionou pelo que tem de bom e pelo que tem de ruim. Mas de alguma forma essas duas coisas se complementam. Filme brasileiro nos idos dos anos 70 e 80 enchia sala de cinema e era atração popular. Filmar a história verídica de um leão-de-chácara (segurança de bordel) que vira polícial no Rio e comando o que ficou conhecido como o Esquadrão da Morte. Eles acabam virando celebridades até o ponto em que a burguesia fica descontente com o mostro que criou e percebe que ele saiu do controle. É quando começa a corrupção na polícia, policial matando policial, policial se aliciando com bandido, os bandidos criando raiva da polícia. Ou como diz uma das frases iniciais do filme: a polícia existe para proteger a sociedade daqueles que estão à margem dela. E é o que acontece até hoje, não mudou nada. Até o privilégio da presunção de inocência não existe mais: todo mundo é suspeito. Não pretendo uma análise sociológica da época, porque conheço muito pouco daqueles idos. O contraste no filme fica pelas marcantes cenas de violência sonorizadas por músicas de Roberto Carlos. Daí aparecem aquelas opiniões burras do tipo: a jovem guarda foi parceira de ditadura, iludiu o povo enquanto o exército fazia o que queria com o país. Quem conhece história e tem uma família normal sabe que naqueles idos quem fazia sucesso com o povo era o Roberto Carlos mesmo e outros tipos bregas. A elite, uma certa burguesia universitária escutava Chico, Caetano, Gil e outros bambas. Se o meu raciocínio tá correto a música ali não tem motivo de contraste nenhum, é apenas uma trilha que reflete o gosto popular da época (tem Lídia do Chico no começo, e muitas do Roberto). De certa forma, o filme tem um lado Tarantino de estetizar a violência. Jece é aquele malvado carismático, nos 90 min de filme vai pra cama com pelo menos umas 6 mulheres diferentes, mas no fim, se deixa entregar à polícia, porque queria enterrar a amada que morreu. Ou seja, ele não é de todo um ser apenas mal. Sua vida não é perseguir e matar bandido apenas, mas também é entrecortada por passeios nas boates, e noites com prostitutas e amantes. Como contraste, veja o típico tira americano que pelo amor à polícia acaba solteiro, ou divorciado, e no final do dia o único lugar que tem pra ir é o bar, onde só tem homens. Jece, no caso, o personagem vivido por ele Mariel Maryscotte é o malandro que entrou pro sistema, era um líder que a polícia precisava para comandar um bando de assassinos, com o suposto objetivo de limpar as ruas do Rio. As consequências disso a gente sente hoje, quer dizer, os cariocas sim devem sentir as consequências.

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quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Cujo

Esqueça o Beethoven, depois desse filme você nunca mais vai olhar pra um São Bernardo com os mesmos olhos. Dizem que é um dos favoritos do Stephen King. Só que os caras trapacearam, tem algumas cenas que foram "dubladas" por um rotweiller, já que fazer um São Bernardo ter cara de mal não é lá muito fácil, e inclusive, por mais que não pareça, e o pessoal das ongs de proteção aos animais devem pirar com esse filme, os cachorros se divertiram no filme, é o que dizem lá no imdb.

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

Esse obscuro objeto de desejo (Luis Bunuel, 1977)

Um homem de uma certa idade avançada se apaixona por uma jovem de 18 anos. A jovem, uma dessas Capitus espanholas, manipula o homem de todas as formas, não apenas abusando do seu charme, persuasão e doçura, mas também da ingenuidade dele. Nosso pobre homem, Mathieu, acaba por fazer tudo que a jovem quer para conseguir o que tanto deseja: dormir com ela. Só que ela fica só na promessa, amanhã, depois de amanhã, não estou me sentindo bem. E há um jogo interessante de cena: são duas atrizes que interpretam Conchita. Nas primeiras trocas eu pensei, não pode ser, estou delirando. Quando no fim você percebe que as duas atrizes são praticamente duas personalidades diferentes da mesma mulher, como Jano, o deus grego de duas caras, uma doce e calculista, a outra selvagem, sensualíssima e institiva (só esta aparece dançando flamenco). É a mulher sensual a má, a que senta no seu colo pela primeira vez, a que dança nua para os turistas no café, a que encena a cena de sexo, a que diz que lhe detesta; e é a doce que foge, que pede desculpas, que se humilha, que tem olhos de chuva. No fim, acho que só uma solução à la Nelson Rodrigues para lidar com uma mulher dessa mesmo.

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Coisas legais que vi e ouvi no ano passado

Como um viciado em cultura pop adoro listas e aqui vão algumas das coisas legais que vi e ouvi ano passado.

10 melhores filmes que vi
1 - Morangos Silvestres, Ingmar Bergman, 1957
2 - Persona, Ingmar Bergman, 1966
3 - Quanto mais quente melhor, 1959
4 - A felicidade não se compra, Frank Capra, 1946
5 - As vinhas da ira, John Ford, 1940
6 - Crimes e Pecados, Woody Allen, 1989
7 - Os incompreendidos, François Truffaut, 1959
8 - Eraserhead, David Lynch, 1977
9 - Suspiria, Dario Argento, 1977
10 - Old Boy, Chan-wook Park, 2003

10 melhores lançamentos
1 - Batman, o cavaleiro das trevas, Christopher Nolan
Melhor filme de ação da década, e mostrou que bandidos não precisam apenas ter cara de mau ou parecem maus segurando uma arma, tem que saber interpretar também.
2 - Não estou lá, Todd Haynes
Já gostava do Todd Haynes por Velvetgoldmine, esse filme é um praticamente "desconstruindo Bob Dylan", não é uma biografia, é uma interpretação da vida e das multiplas facetas desse gênio da música.
3- Onde os fracos não tem vez, Joel & Ethan Coen
Os caras mereceram todos os oscars que ganharam.
4 - Império dos Sonhos, David Lynch
5 - Sangue Negro, Paul Thomas Anderson
D. Day-Lewis é foda.
6 - Wall-E/Persépolis
Duas animações fantásticas
7 - The Bourne Ultimatum, Paul Greengrass
Ganhous três oscars técnicos, edição, som e edição de som. segundo dizem redefiniu o padrão de qualidade para filmes de ação, o resultado você viu no Dark Knight e no novo 007 (que copiou descaradamente o que Bourne tem de bom: cenas de luta bem filmadas, e perseguições a pé)
8 - Na natureza Selvagem, Sean Pean
Road movie baseado em uma história real, sensível e sincero, não precisa mais nada.
9 - Apenas uma vez, John Carney
Oscar de melhor trilha sonora original, se você não gostar dessa música, desculpe mas você precisa de uma alma nova.
10 - Sonho de Cassandra, Woody Allen 
Subestimado, infelizmente

Melhores bandas nacionais: não sei se são propriamente discos lançados ano passado, mas são bandas que ouvi ano passado e gostei
1- Nação Zumbi - fome de tudo
Melhor banda nacional atual. Fato.
2- Vanguart - Vanguart
mais uma daquelas felizes descobertas
3- Mallu Magalhães - idem
Fato: tem gente na música brasileira com mais de dez anos de estrada e não consegue fazer o que ela faz: letras legais, interpretação inspirada, e músicas que ficam boas só tocadas no violão.
4- Itamar Assunção - Pretobrás
Pouca gente conhece ele, mas tem muita música dele por aí na voz de outros
5- Autoramas - Teletransporte
Isso é que é roquenrol: guitarras rápidas, letras bacanas e músicas dançantes
6- Pato Fu - daqui pro futuro
dispensa apresentações
7 - Cansei de Ser Sexy - Donkey
Ficou um pouco abaixo do primeiro disco, muita gente não gosta. Mas desde quando eu ligo pro gosto dos outros?
8 - Seu Jorge - América Brasil
também dispensa apresentações
9- Cibelle - the shine of dried eletric leaves
arranjos legais e uma voz doce. só a interpretação de London, London vale o disco
10- Júpiter Maçã - A 7a. efervescência
o disco é velho, mas só tomei conhecimento ano passado. 

Discos velhos que ouvi:

1- David Bowie - Hunk Dory, 1971
deveria ser o padrão de disco de rock: dois ou três singles (esse tem quatro músicas pra ser apaixonar pro resto da vida) e baladas com letras que só o Bowie faz pra você.
2 - PJ Harvey - Dry, 1992
Mais uma mulher colhendo os frutos do que Paty Smith fez. e escreve muito bem.
3 - Belle & Sebastian - Tigermilk, 1996
Rock simples, músicas pra ouvir num sábado à tarde de tédio
4 - Depeche Mode - Violator, 1990
Tem dois clássicos: Personal Jesus e Enjoy de Silence
5- Joy Division - Unknown Pleasures, 1979
O que é bom dura pouco. o Joy tá no grupo daquelas bandas que fizeram pouco e o que fizeram mudaram a história da música pra sempre.
6- Jimmy Hendrix - Are you experienced, 1967
é 67 foi um ano sensacional pra música (vide Sgt Pepers) e esse disco só tem pedradas.
7- Spoon - girls can tell, 2001
é aquelas bandas de uma safra nova dos anos 2000 que te faz ter esperança do futuro do roque.
8- Chet Baker - Le poet du jazz
Coletânea de umas dessas estrelas melancólicas do jazz: drogas, prisão, morte trágica. Melancolia e angústia na veia.
9- Massive Attack - Blue Lines, 1991
se voce gosta de trip hop e quer um disco para uma noite especial para passar na cama com a namorada tomando vinho e comendo morangos tá aí uma boa opção.
10- Tom Waits - Rain Dogs, 1985/The Stooges - Fun House, 1970
Tom tem uma voz rouca que lembra um pouco Louis Armstrong, não sei como classificar: folk, blues, jazz ou uma fusão de tudo isso.
Fun house não foi bem recebido pela crítica e público na época, azar o deles, porque o disco foi produzido pelo ex-baixista do Velvet Underground, John Cale, e hoje é um clássico do Punk americano. Além claro,Iggy Pop é o punk levado às suas últimas consequências.
Cena de Café e Cigarros (Jim Jarmusch, 2003): Iggy e Tom tomando um café






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quarta-feira, outubro 01, 2008

cego é quem não quer ver






Contar ninguém acredita. Como diz o velho deitado, cego é quem não quer ver. Até parece estória, parábola, um episódio do além da imaginação. Imagina a onda: bombeiros protestam porque chuck e larry retratam alguns deles como gays; baixinhos e gordinhos protestam porque o personagem George Constanza é um perdedor, não dá certo em emprego nenhum, seus relacionamentos não duram, não tem auto-estima, está ficando careca, e sempre faz alguma para tudo dar errado. Como um presidente americano falou que Os Simpsons não retratam a família americana comum. Pelo contrário. Retrata o que eles tem de melhor e de pior, e porque é o seriado mais tempo no ar? 
Acho que muita gente saber diferenciar ficção de realidade, outros, como o Abraão na Bíblia pegam o filho e a adaga e vão para o monte sacrificá-lo.

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sábado, outubro 13, 2007

paulo autran e resnais

Conheço muito pouco do que ele fez no cinema e no teatro. Morando numa província distante é difícil ver as grandes produções das metrópoles culturais. A despeito disso, a gente ouve muita coisa por aí. Terra em Transe está em qualquer lista dos cem mais do cinema. Não só porque Glauber era um gênio, mas porque ela tinha a habilidade de tirar o máximo e mais um pouco de seus atores e inevitavelmente as interpretações soam sempre viscerais. È o caso de Autran em Terra em Transe, Antonio Pitanga em Câncer, Oton Bastos no Deus e o Diabo e no Dragão da Maldade. Ainda tá muito claro na minha mente a forma como ele lia Drummond. No filme O Poeta de Sete Faces ele declama "Bom Dia", e com uma naturalidade de quem conversa e entende o poema que está lendo ao mesmo tempo em que sente a beleza de cada palavra posta em sua medida certa. Ainda quero ver A Máquina e Oriundi, dois filmes que me parecem bons, mas que ainda não consegui ver.


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Mudando de assunto. Se não foi ver vá ver o "medos privados em lugares públicos" do Alain Resnais. Se nome não garante filme bom, esse tenha certeza que garante. Autor de clássicos como "ano passado em marienbad", e "hiroshima mon amour", os dois últimos filmes que vi dele, esse e o "amores parisienses" tratam com um certo pessimismo as relações amorosas. Como se de alguma forma estamos fadados à solidão, à melancolia ao despreparo para lidar com as idiossincrasias e erros dos outros. Não escutamos, não nos comunicamos, e o que de fato todo mundo quer é apenas ser ouvido e ter um colo para repousar suas angústias e alegrias. Entretanto, esse desejo parece inatingível. Não é a toa que ele é uma grande influência em Wong Kar Wai, outro poeta do desencontro, e do desacerto.

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domingo, setembro 30, 2007

cartola, o filme


Finalmente consegui ver o filme que eu perdi de ver no cinema. Talvez no cinema eu tivesse uma impressão diferente do som, da cor, da textura do filme. Bom, vamos lá. Um filme sobre o Cartola, mesmo que seja ruim, vale a pena ser visto porque Cartola além de ser um dos maiores sambistas do país foi um personagem em tanto, assim como outros figurões como Noel Rosa ou Pixinguinha, que ajudaram a criar essa música sensacional que é o samba. Claro, como todo bom personagem que se preze, teve uma vida cheia de altos e baixos. Fez de tudo um pouco na vida. Engraxate, pedreiro, lavador de carros, dono de bar... e era um talento nato. Nunca foi dado aos estudos, e não me consta que sequer tenha terminado o ensino fundamental. Quem o ouviu, sabe que escreveu algumas das cancões mais belas escritas em língua portuguesa, como "As Rosas não Falam", e "O mundo é um moinho", ou mesmo "Divina Dama", que provavelmente vocês já devem ter ouvido por aí na boca de um Nei Matogrosso, de um Cazuza, ou de um Chico Buarque, respectivamente. Aliás, ponto interessante do filme é a interpretação de algumas canções suas por personalidades do samba, como Elza Soares, Beth Carvalho. O filme também traz depoimentos de outros personagens do samba carioca, como Carlos Cachaça, Nelson do Cavaquinho, Zé Ketti, Nelson Motta, Sérgio Porto, que foi quem re-habilitou Cartola nos anos 60. Se Cartola apenas gravou seu primeiro disco em 63, imagine o que há de imagens dele? Sim, uma coisinha aqui, outra ali. Ele sendo entrevistado mesmo, muito pouco. Tem o programa ensaio da TV Cultura, que aliás foi feito com ele e com Leci Brandão. No Dvd ele tá na capa, mas de fato o programa foi gravado meio a meio, bom, mas tem até a Dona Zica nele. No final o filme resulta numa colagem dessas coisas, e algumas partes encenadas, como a infância dele. Tem algumas coisas que ficaram meio soltas no filme. Quando ou quem viu acho que vai perceber, mas não vou falar aqui. Pra quem viu, se alguém quiser me explicar o que é aquela cena com o esqueleto eu agradeço. O Brasil é cheio de personagens interessantes que precisam ser resgatados, antes que as pessoas, ou eles acabem morrendo. Foi interessante o que fizeram com o Chico, com o Vinícius, Cazuza, Villa-Lobosagora com o Cartola. Só falta esse povo se ligar e fazer cinema com personagens como o Tom, a Elis, Noel Rosa, Renato Russo, Raul Seixas, Nara Leão. Só que faltam ainda bons contadores de histórias, bons biógrafos, como o Fernando Morais, ou o Ruy Castro.

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quarta-feira, setembro 26, 2007

árido movie


Baita filme. Tem umas coisas que parecem não se encaixar no enredo. Como os amigos do Lucas que vão para Rocha para o funeral e acabam só bebendo e fazendo festa e invadindo uma plantação de maconha, claro que se dão mal. Mas tem uns personagens interessantes, como o Zé Elétrico, personagem do Zé Dumont, e o Zé Celso Martines como o Meu Velho, A Giulia Gam, como Soledad, "Por que Soledad?", "Por que não?". É um quase road-farnorthest-movie, ou tudo isso mesmo, com umas pitadas de Glauber, com essa coisa do messianismo que é um traço da cultura nordestina, mas aqui tem a figura do índio, ou do descendente pelo menos, Wedja, Zé Elétrica, o Jurandir, mas como o faroeste macarrônico do Sergio Leone, em alguns momentos o cenário toma conta da tela e se torna um personagem, e os personagens parecem só enfeitar, ou dar lugar para o espaço acontecer enquanto evento, não como espaço apenas, mas o espaço parece mover, atuar, dirigir os acontecimentos também, porque aquilo ali, aqueles eventos só podem acontecer ali. Como em "um drink no inferno" (from dusk till down) do roberto rodrigues, onde no momento em que entram no bar parecem ter entrado em um universo paralelo e as leis do mundo dos homens não valem mais ali. Rocha também parece ser um lugar assim. Como Lucas quando chega na cidade pergunta para o Zé se falta muito para chegar, e ele responde que ele já chegou, esse é o sentimento, estar num lugar sem se dar conta de estar, chegar meio que sem saber, e estar ali ainda sem saber porquê, buscando não se sabe o quê. Essa confusão toda pode ser o forte, e também o fraco do filme. Alguns dirão que até o momento em que Lucas enterra o pai, tudo acontece como o previsto, o enredo caminha direito, e depois desanda. Acho que o filme desenda no momento em que Lucas fala com sua avó e recebe a arma dela. O mundo dele desanda também, porque ele não sabe o que fazer com aquela arma. Não é uma luta dele, é algo que qualquer jagunço ali faria e até pagaria pra fazer, mas a missão é dele. Ele tem um fardo que não quer. E as estórias paralelas, o Meu Velho que tem uma fonte de água benta, a plantação de maconha, a politicagem na cidade, também transitam por ali, nessa confusão e calmaria ao mesmo tempo que parece ser aquela cidade. até que acaba e você não sabe realmente o que aconteceu. o filme não te dá respostas, te deixa com dúvidas.
Agora estou curioso para ver o que o Lírio Ferreira aprontou com o Cartola (Cartola, música para os olhos), depois que eu ver eu conto.
ps. A Suyane é um absurdo de mulher, a pocahontas brasileira.

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domingo, agosto 19, 2007

rocky horror picture show



Já haviam me falado muito sobre esse filme, e finalmente consegui baixar e ver. É um musical espécie de pastiche de filme de terror. Me lembrou daqueles episódios em que o pica-pau cai num castelo no meio do nada com um cientista maluco criando monstros. Aqui é quase isso. Temos um casal de jovens púdicos, com a Susan Sarandon, linda e ingênua, mas que se entrega aos prazeres da carne. Tim Curry, como Frank, um cientista maluco e travesti que quer criar um homem perfeito para seu uso pessoal, além de uma trupe de criaturas estranhas que são seus serviçais, e um narrador sarcástico que aparece para comentar de vez em quando. Essa cena é do começo, e para mim a melhor música do filme todo, a segunda é a cena em que Janet não resiste e se entrega ao Rocky, o ariano que Frank criou: http://www.youtube.com/watch?v=tTk9zHcFkXg.

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sexta-feira, agosto 17, 2007

cem filmes essenciais

Lista da Bravo! com os cem filmes essenciais, foi feita com base em outras listas que rolam pelo mundo afora. Os que eu vi estão em negrito:

01- CIDADÃO KANE (1941) Direção: Orson Welles
02 - O PODEROSO CHEFÃO (1972) Direção: Francis Ford Coppola
03 – SINDICATO DE LADRÕES (1954) Direção: Elia Kazan
04 – UM CORPO QUE CAI (1958) Direção: Alfred Hitchcock
05 – CASABLANCA (1942) Direção: Michael Curtiz
06 – OITO E MEIO (1963) Direção: Federico Fellini
07 – LAWRENCE DA ARÁBIA (1965) Direção: David Lean
08 – A REGRA DO JOGO (1939) Direção: Jean Renoir
09 – O ENCOURAÇADO POTEMKIN (1925) Direção: Sergei Eisenstein
10 – RASTROS DE ÓDIO (1956) Direção: John Ford
11 - CANTANDO NA CHUVA (1956) Direção:Gene Kelly e Stanley Donen
12 – CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950) Direção: Billy Wilder
13 – PERSONA (1966) Direção: Ingmar Bergman
14 – O MENSAGEIRO DO DIABO (1955) Direção: Charles Laughton
15 - 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968) Direção: Stanley Kubrick
16 – OS SETE SAMURAIS (1954) Direção: Akira Kurosawa
17 – O LEOPARDO (1963) Direção: Luchino Visconti
18 – TAXI DRIVER (1976) Direção: Martin Scorsese
19 – ERA UMA VEZ EM TÓQUIO (1953) Direção: Yasujiro Ozu
20 – FITZCARRALDO (1982) Direção: Werner Herzog
21 - ACOSSADO (1959) Direção: Jean-Luc Godard
22 – JULES ET JIM (1962) Direção: François Truffaut
23 – O CONFORMISTA (1970) Direção: Bernardo Bertolucci
24 – EM BUSCA DO OURO (1925) Direção: Charles Chaplin
25 – METRÓPOLIS (1926) Direção: Fritz Lang
26 – O SÉTIMO SELO (1956) Direção: Ingmar Bergman
27 – A AVENTURA (1960) Michelangelo Antonioni
28 – AMARCORD (1973) Direção Federico Fellini
29 – VIRIDIANA (1961) Direção: Luis Buñuel
30 – NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (1977) Direção: Woody Allen
31 – O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (1915) Direção: D.W. Griffith
32 - APOCALYPSE NOW (1979) Direção: Fracis Ford Coppola
33 - ERA UMA VEZ NO OESTE (1968) Direção: Sérgio Leone
34 – ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (1956) Direção: George Stevens
35 – PSICOSE (1960) Direção: Alfred Hitchcock
36 – O MARTÍRIO DE JOANA D’ARC (1928) Direção: Carl Theodor Dreyer
37 – TOURO INDOMÁVEL (1980) Direção: Martin Scorsese
38 – OLYMPIA (1938) Direção: Leni Riefenstahl
39 – O FALCÃO MALTÊS (1941) Direção: John Huston
40 – DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL (1964) Direção: Glauber Rocha
41 – DR. FANTÁSTICO (1964) Direção: Stanley Kubrick
42 – ROMA, CIDADE ABERTA (1945) Direção: Roberto Rossellini
43 – A DOCE VIDA (1960) Federico Fellini
44 – CHINATOWN (1974) Direção: Roman Polanski
45 – A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946) Direção: Frank Capra
46 - ...E O VENTO LEVOU (1939) Direção: Victor Fleming
47 – TEMPOS MODERNOS (1936) Direção: Charles Chaplin
48 – A UM PASSO DA ETERNIDADE (1953) Direção: Fred Zinnemann
49 – O SACRIFÍCIO (1986) Direção: Andrei Tarkovski
50 – LARANJA MECÂNICA (1971) Direção: Stanley Kubrick
51 - A GENERAL (1927) Direção: Buster Keaton
52 – O HOMEM ELEFANTE (1980) Direção: David Lynch
53 – O MÁGICO DE OZ (1939) Direção: Victor Fleming
54 – QUERELLE (1982) Direção: Rainer Werner Fassbinder
55 – A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (1967) Direção: Mike Nichols
56 – MORTE EM VENEZA (1971) Direção: Luchino Visconti
57 – A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA (1971) Direção: Peter Bogdanovich
58 – OS BONS COMPANHEIROS (1990) Direção: Martin Scorsese
59 – BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982) Direção: Ridley Scott
60 – A MALVADA (1950) Direção: Joseph L. Mankiewicz
61 – NOSFERATU (1922) Direção: Friedrich W. Murnau
62 – O ÚLTIMO TANGO EM PARIS (1972) Direção: Bernardo Bertolucci
63 – LADRÕES DE BICICLETA (1948) Direção: Vittorio de Sica
64 – ASAS DO DESEJO (1987) Direção: Wim Wenders
65 – PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA (1994) Direção: Quentin Tarantino
66 – REPULSA AO SEXO (1965) Direção: Roman Polanski
67 – CRIMES E PECADOS (1989) Direção: Woody Allen
68 – UMA RUA CHAMADA PECADO (1951) Direção: Elia Kazan
69 – BUTCH CASSIDY E SUNDANCE KID (1969) Direção: George Roy Hill
70 – OS IMPERDOÁVEIS (1992) Direção: Clint Eastwood
71 – PATTON – REBELDE OU HERÓI? (1969) Direção: Franklin J. Schaffner
72 – TUDO SOBRE MINHA MÃE (1999) Direção: Pedro Almodóvar
73 – UM LUGAR AO SOL (1951) Direção: George Stevens
74 – UM ESTRANHO NO NINHO (1975) Direção: Milos Forman
75 – AMOR À FLOR DA PELE (2000) Direção: Wong Kar-Wai
76 – HIROSHIMA, MEU AMOR (1959) Direção: Alain Resnais
77 – KAOS (1984) Direção: Irmãos Taviani
78 – BRAZIL – O FILME (1985) Direção: Terry Gilliam
79 – QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (1956) Direção: Billy Wilder
80 – CIDADE DE DEUS (2002) Direção: Fernando Meirelles
81 – OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS (1953) Direção: Howard Hawks
82 – UM CÃO ANDALUZ (1928) Direção: Luis Buñuel
83 – LOS ANGELES – CIDADE PROIBIDA (1997) Direção: Curtis Hanson
84 – PIXOTE – A LEI DO MAIS FRACO (1981) Direção: Hector Babenco
85 – BEN-HUR (1959) Direção: William Wyler
86 – FANTASIA (1940) Produção: Walt Disney
87 – SEM DESTINO (1969) Direção: Dennis Hopper e Peter Fonda
88 – DOGVILLE (2003) Direção: Lars Von Trier
89 – O IMPÉRIO DOS SENTIDOS (1976) Direção: Nagisa Oshima
90 – UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO (1968) Direção: Blake Edwards
91 – A LISTA DE SCHINDLER (1993) Direção: Steven Spielberg
92 – GUERRA NAS ESTRELAS (1977) Direção: George Lucas
93 – O PÂNTANO (2000) Direção:Lucrecia Martel
94 – CABARÉ (1972) Direção: Bob Fosse
95 – OPERAÇÃO FRANÇA (1971) Direção: William Friedkin
96 – KING KONG (1933) Direção: Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
97 – AS INVASÕES BÁRBARAS (2003) Direção: Denys Arcand
98 – FARGO (1996) Direção: Joel e Ethan Cohen
99 – M.A.S.H. (1970) Direção: Robert Altman
100 – LAVOURA ARCAICA (2001) Direção: Luiz Fernando Carvalho

Claro que nem toda lista é justa. Eu incluiria "Pierre Le-fou", ou "Bande à Part", do Godard, 2046 do Wong Kar, Blues Brothers, Terra em Transe; Ainda não vi "Crimes e Pecados" do Allen, o que quero fazer logo que terminar de baixar, assim como Metropolis, e Roma, cidade aberta. "O bandido da Luz Vermelha" do Sganzerla também faltou na lista dos nacionais; "o pagador de promessas" também é uma ausencia sentida. Já vi 38 desses, quem sabe um dia eu consiga ver todos, muito eu já tinha ouvido falar e ainda não vi, como o "Invasões Bárbaras", Fargo, Cabaré, Persona, Setes Samurais, Blade Runner, etc.
Felizmente, como a internet dá prá baixar vários deles, alguns eu comprei na americanas por um preço bem saudável, como o "crepúsculo dos deuses" do Wilder, ou os dos Hitchcok.

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the color purple


Acabei de ler a pouco tempo "The Color Purple" de Alice Walker, vencedora do Pulitzer. Absurdamente bom. Estranho, é o tipo de livro do qual a gente não sai mais o mesmo depois de ler. Há livros que apenas contam uma história, há livros que não contam nada, há livros que apenas nos falam sobre coisas que não ressoam em nossa alma. Celie é uma mulher que foi dada em casamento pelo seu pai ao Mr. ___, depois desse ter abusado dela, e com ela tido dois filhos, que foram dados a uma família. Ela não é uma mulher muito esperta, mas na casa de Mr. conhece Shug Avery, uma cantora de Blues, que é a paixão de Mr. Ela ajuda Shug se recuperar de uma doença e viram grandes amigas (mais do que amigas), já que é com Shug que pela primeira vez Celie sente prazer em uma relação sexual. Shug transforma a alma e a mente de Celie. Dá-lhe forças para lutar contra a grosseria de Mr. que batia nela por esporte. Não há romantismo no livro, os personagens são negros que vivem em uma época em que isso não era muito fácil. Eles ou ganham muito pouco nos trabalhos que faziam, e mesmo quando tinham negócios próprios os brancos faziam de tudo para que não prosperassem.

O livro é escrito na forma de cartas. Primeiro Celie começa escrevendo a Deus contando sua história. Depois aparecem as cartas da irmã de Celie, Netie, que virou missionária e foi para a África, cartas que Mr. havia escondido, mas Shug dá um jeito de achá-las e as entrega para que Celie as leia. Nesse momento lemos as correspondências que ambas trocam, narrando suas vidas, suas alegrias e tristezas, e vemos o crescimento de Celie, até ela ter coragem para peitar Mr. e ir embora com Shug. Quando enfim descobre o que é ser feliz, o que é ter vida própria e ter um caminho que ela possa percorrer com as próprias pernas.

Spielberg filmou o livro em 1985, com Woopy Goldberg como Celie, e Danny Glover como Mr., na verdade Albert, mas Celie apenas se refere a ele como Mr. (por que será?). Indicado para 11 oscars, mas não ganhou nenhum (o que é um recorde!). Woody ganhou o globo de ouro de melhor atriz.
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ps. "Rhapsody in Blue" do Geoge Gershwin é uma das músicas mais sensacionais que já ouvi na vida. O episódio do Fantasia 2000 inspirado na música dele também é maravilhoso, não sei se tem alguma conexão com o Manhattan do Woody Allen, mas o desenho começa com prédios, e se passa em Manhattan.

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terça-feira, junho 26, 2007

coffe and cigarettes


Pois é, como viciado nas duas coisas, quer dizer, nas três (cinema incluso), eu gostei do filme. Não só porque fazer um filme desses numa época saúde como a nossa parece no mínimo estranho. Mas já que todo prazer parece fazer algum mal... (tá, sexo não faz mal, as coisas que o acompanham podem fazer). O mais impressionante é que o filme é absurdamente simples e deve ter sido muito barato. Além do timão de atores, que na sua maioria interpretam a si mesmos; e de situações incríveis, frases incríveis:

"Jack: Well, Nikola Tesla invented fluorescent light. Without him we wouldn't have alternating current, radio, television... x-ray technology... induction motors, particle beams, lasers; none of that would even exist if it weren't for him.
Meg: [sarcastically] Hmm, or the rock band Tesla.
Jack: [visibly dispirited] Fine. "
(sim, são os white stripes!)
"Iggy: Cigarettes and coffee, man, that's a combination"
"GZA: Bill Groundhog-Day, Ghostbustin'-ass Murray! "
Taí uns dos poucos rappers que me apetecem, e o Bill Murray, despite 'lost in translation' e outros bons papéis, vai ser pra sempre o caça-fantasma. ( eu gosto da sofia coppola e não adianta criticar, quem faz um fime chamado "virgens suicidas", e mostra a primeira cena de um filme o bunda perfeita da Scarlet tem que ser no mínimo gênio!)
off-topic: impressionante como o cinema tem essa capacidade de fazer parte do imaginário popular das pessoas. Que sería da gente sem o cinema, a música, a literatura e os desenhos animados? acho que o mundo seria muito sem-graça!
Não é, Doc?
Galera que comentou, não sei porque cargas d'água não consegui responder aos comentários, até tentei, mas sei lá, acho que o dia em que eu tentei o haloscan, tinha se enfiado em um hole.
Anyway, sempre que der, vou estar por aqui. Queria postar outras coisas, mas tô sem saco mesmo pra digitar e só tenho escrito à mão ultimamente.
Como diz o porquinho cago do pernalonga: that's folks!

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domingo, maio 06, 2007

dando as caras


moçada, apareci para das as caras por aqui. Ultimamente o blogue tá meio largadão mesmo, mas infelizmente o doutorado tem me sugado muito tempo e energia. Além de eu ter perdido um pouco a empolgação de postar coisas por aqui ler as coisas dos outros também. Ando meio sem saco para isso mesmo.
O cartaz é de um filme do Wong de 1991 que só tá desembarcando por aqui agora. É um baita filme e as mulheres orientais têm uma beleza simples e instigante. O enredo fala de um jovem, York, que é uma espécie de playboy/malandro que ilude as donzelas e depois se desfaz delas como se isso não fizesse diferença alguma, e para ele não faz mesmo. Ele descobre que a mulher que o criou não é sua mãe verdadeira, e agora quer que ela conte quem são seus verdadeiros pais, coisa que ela reluta em fazer. O interessante é o contraste entre o amor desprendido que ele sente pelas mulheres, uma espécie de hedonista apenas preocupado em receber e proporcinar algum tipo de prazer, mas sem comprometimento. Ao mesmo tempo as duas mulheres que se envolvem com ele durante o filme são enredadas pelo charme dele e em pouco tempo estão aos seus pés implorando para que ele não as abandone, numa espécie de amor desesperado que consome e não sobrevive imune e sem quedas ou percalsos. O destino das paixões parece ser mesmo o sofrimento, pelo menos na leitura que eu faço do filme.
Em uma cena a primeira mulher volta para pegar suas coisas na casa do York, e lhe diz que quer voltar para ele, ele replica dizendo que não é homem para ela e:
- Não sou o tipo que se casa.
- Não me importo. Só quero estar com você.
Pelo que li por aí sobre o Wong, ele deixa que os atores improvisem os diálogos, coisa que o glauber fazia também, eu fico meio perdido sem saber se as falas então são criações dos atores ou do diretor, o que também é um ponto positivo do diretor em dividir o papel de criação com os atores, já que para o filme ser bom é preciso haver uma sinergia entre esses dois pólos, o que fica na frente da câmera, e o que fica atrás. O resultado é com certeza excelente.

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domingo, abril 08, 2007

scarface





Scarface pode ser um filme banal para uns, como pode entrar na dvdteca de outros (meu caso). Não só porque os nomes nos créditos façam o filme valer a pena. Al Pacino como ator não precisa provar mais nada pra ninguém, mesmo quando o filme foi lançado ele já era foda. Vai dizer que depois de Godfather ele precisava ainda mostrar que era bom ator? Ele fez um siciliano sem falar uma palavra de italiano, e nesse faz um baixino cubano metido, abusado, ambicioso, auto-confiante até demais, o que obviamente vai lhe levar a um final inevitável. O tipo de filme do Brian de Palma me é estranho, porque ao mesmo tempo em que o filme parece ter a cara dele enquanto diretor, também poderia ser do Scorsese ou de qualquer outro que gosta de colocar uma pitada de choque cultural na coisa toda. Ele é absolutamente obcecado por seus objetivos o que faz com que muitas vezes fique cego para obviedades que estão o destruindo, como as drogas, a sede por mais e mais poder.
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Quer ler leia, não quer vá lamber sabão!
(de saco cheio com essa hipocrisia da amizade virtual e real, só te ligo se você me liga só comento se você comenta, e olhe lá)



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