BeatBossa

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Compartilhando

Série de vídeos bem interessantes que o Marcelo Tas fez sobre o carnaval.
http://marcelotas.blog.uol.com.br/

Por essas e outras que concordo com o Juca Kfouri, esses campeonatos estaduais perderam a razão faz tempo.

Música Social. Vi na Ilustrada no Pop.
Leia a matéria aqui.
Curti a versão do yeah Yeah Yeahs pra "Sheena is a punk rocker" do Ramones.
Escute aqui
A versão do Hot Chip pra "transmission" do JoyDivision ficou um cocô. Procura, tá no youtube também.
Nunca tinha parado pra prestar atenção na letra: "Straight to Hell" do The Clash é um puta musicão.

1001 discos pra ouvir antes de morrer:
http://1001albuns.blogspot.com/
não tem todos ali, mas uma hora eles chegam lá.

Agora, deixa eu voltar pra minha tese.
fui

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Coisas legais que vi e ouvi no ano passado

Como um viciado em cultura pop adoro listas e aqui vão algumas das coisas legais que vi e ouvi ano passado.

10 melhores filmes que vi
1 - Morangos Silvestres, Ingmar Bergman, 1957
2 - Persona, Ingmar Bergman, 1966
3 - Quanto mais quente melhor, 1959
4 - A felicidade não se compra, Frank Capra, 1946
5 - As vinhas da ira, John Ford, 1940
6 - Crimes e Pecados, Woody Allen, 1989
7 - Os incompreendidos, François Truffaut, 1959
8 - Eraserhead, David Lynch, 1977
9 - Suspiria, Dario Argento, 1977
10 - Old Boy, Chan-wook Park, 2003

10 melhores lançamentos
1 - Batman, o cavaleiro das trevas, Christopher Nolan
Melhor filme de ação da década, e mostrou que bandidos não precisam apenas ter cara de mau ou parecem maus segurando uma arma, tem que saber interpretar também.
2 - Não estou lá, Todd Haynes
Já gostava do Todd Haynes por Velvetgoldmine, esse filme é um praticamente "desconstruindo Bob Dylan", não é uma biografia, é uma interpretação da vida e das multiplas facetas desse gênio da música.
3- Onde os fracos não tem vez, Joel & Ethan Coen
Os caras mereceram todos os oscars que ganharam.
4 - Império dos Sonhos, David Lynch
5 - Sangue Negro, Paul Thomas Anderson
D. Day-Lewis é foda.
6 - Wall-E/Persépolis
Duas animações fantásticas
7 - The Bourne Ultimatum, Paul Greengrass
Ganhous três oscars técnicos, edição, som e edição de som. segundo dizem redefiniu o padrão de qualidade para filmes de ação, o resultado você viu no Dark Knight e no novo 007 (que copiou descaradamente o que Bourne tem de bom: cenas de luta bem filmadas, e perseguições a pé)
8 - Na natureza Selvagem, Sean Pean
Road movie baseado em uma história real, sensível e sincero, não precisa mais nada.
9 - Apenas uma vez, John Carney
Oscar de melhor trilha sonora original, se você não gostar dessa música, desculpe mas você precisa de uma alma nova.
10 - Sonho de Cassandra, Woody Allen 
Subestimado, infelizmente

Melhores bandas nacionais: não sei se são propriamente discos lançados ano passado, mas são bandas que ouvi ano passado e gostei
1- Nação Zumbi - fome de tudo
Melhor banda nacional atual. Fato.
2- Vanguart - Vanguart
mais uma daquelas felizes descobertas
3- Mallu Magalhães - idem
Fato: tem gente na música brasileira com mais de dez anos de estrada e não consegue fazer o que ela faz: letras legais, interpretação inspirada, e músicas que ficam boas só tocadas no violão.
4- Itamar Assunção - Pretobrás
Pouca gente conhece ele, mas tem muita música dele por aí na voz de outros
5- Autoramas - Teletransporte
Isso é que é roquenrol: guitarras rápidas, letras bacanas e músicas dançantes
6- Pato Fu - daqui pro futuro
dispensa apresentações
7 - Cansei de Ser Sexy - Donkey
Ficou um pouco abaixo do primeiro disco, muita gente não gosta. Mas desde quando eu ligo pro gosto dos outros?
8 - Seu Jorge - América Brasil
também dispensa apresentações
9- Cibelle - the shine of dried eletric leaves
arranjos legais e uma voz doce. só a interpretação de London, London vale o disco
10- Júpiter Maçã - A 7a. efervescência
o disco é velho, mas só tomei conhecimento ano passado. 

Discos velhos que ouvi:

1- David Bowie - Hunk Dory, 1971
deveria ser o padrão de disco de rock: dois ou três singles (esse tem quatro músicas pra ser apaixonar pro resto da vida) e baladas com letras que só o Bowie faz pra você.
2 - PJ Harvey - Dry, 1992
Mais uma mulher colhendo os frutos do que Paty Smith fez. e escreve muito bem.
3 - Belle & Sebastian - Tigermilk, 1996
Rock simples, músicas pra ouvir num sábado à tarde de tédio
4 - Depeche Mode - Violator, 1990
Tem dois clássicos: Personal Jesus e Enjoy de Silence
5- Joy Division - Unknown Pleasures, 1979
O que é bom dura pouco. o Joy tá no grupo daquelas bandas que fizeram pouco e o que fizeram mudaram a história da música pra sempre.
6- Jimmy Hendrix - Are you experienced, 1967
é 67 foi um ano sensacional pra música (vide Sgt Pepers) e esse disco só tem pedradas.
7- Spoon - girls can tell, 2001
é aquelas bandas de uma safra nova dos anos 2000 que te faz ter esperança do futuro do roque.
8- Chet Baker - Le poet du jazz
Coletânea de umas dessas estrelas melancólicas do jazz: drogas, prisão, morte trágica. Melancolia e angústia na veia.
9- Massive Attack - Blue Lines, 1991
se voce gosta de trip hop e quer um disco para uma noite especial para passar na cama com a namorada tomando vinho e comendo morangos tá aí uma boa opção.
10- Tom Waits - Rain Dogs, 1985/The Stooges - Fun House, 1970
Tom tem uma voz rouca que lembra um pouco Louis Armstrong, não sei como classificar: folk, blues, jazz ou uma fusão de tudo isso.
Fun house não foi bem recebido pela crítica e público na época, azar o deles, porque o disco foi produzido pelo ex-baixista do Velvet Underground, John Cale, e hoje é um clássico do Punk americano. Além claro,Iggy Pop é o punk levado às suas últimas consequências.
Cena de Café e Cigarros (Jim Jarmusch, 2003): Iggy e Tom tomando um café






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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Melhores da musica

Listinha da Rolling Stone Brasil com os melhores do ano passado.

Melhores músicas nacionais

1 - "Janta", Marcelo Camelo e Mallu Magalhães
2 - "Samba e Leveza", Lenine
3 - "J1" Mallu Magalhães
4 - "Rat is Dead (Rage)", CSS
5 - "Desabafo", Marcelo D2
6 - "Amendoim", Macaco Bong
7 - "Quinta-Feira", Forgotten Boys
8 - "Dê", Cérebro Eletrônico
9 - "Compacto", Curumin
10 - "Vermelho", Guizado

Demorei pra parar e ouvir Mallu Magalhaes, mas curti muito o som da menininha. Macaco Bong e' bom pacas, e Cerebro Eletronico nao conhecia e fui ouvir, recomendo.

Melhores músicas internacionais

1 - "Paper Planes", M.I.A.
2 - "Viva La Vida", Coldplay
3 - "Human", The Killers
4 - "Machine Gun", Portishead
5 - "Never Miss a Beat", Kaiser Chiefs
6 - "Mercy", Duffy
7 - "Pork & Beans", Weezer
8 - "I Kissed a Girl", Katy Perry
9 - "Time to Pretend", MGTM
10 - "The Shock of the Lightning", Oasis

Nao sei porque as duas ultimas sao as que mais gostei.

Melhores discos nacionais


1 - "Artista Igual Pedreiro", Macaco Bong
2 - "Mallu Magalhães", Mallu Magalhães
3 - "Na Confraria das Sedutoras", 3 na Massa
4 - "Donkey", CSS
5 - "Labiata", Lenine
6 - "Punx", Guizado
7 - "Japan Pop Show", Curumin
8 - "Pareço Moderno", Cérebro Eletrônico
9 - "Inclassificáveis", Ney Matogrosso
10 - "Conecta ao Vivo no Cinemathèque", Marcos Valle

Nao Curti o disco do CSS

Melhores discos internacionais

1 - "Dear Science", TV On the Radio
2 - "Modern Guilt", Beck
3 - "Third", Portishead
4 - "Jukebox", Cat Power
5 - "Oracular Spectacular", MGMT
6 - "Lay it Down", Al Green
7 - "Consolers of the Lonely", The Raconteurs
8 - "Viva La Vida or Death and All His Friends", Coldplay
9 - "Acelerate", R.E.M
10 - "Day & Age", The Killers

Senti falta do Oasis nessa lista. A Cat Power ate ta numa posicao alta por ser um disco de covers. O do Racounters ta' legal, pra quem nao conhece tem Jack White e Brendan Benson. O MGMT foi uma das bandas mais legais que surgiram no ano passado.

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terça-feira, março 04, 2008

nina simone



essa mulher é mais do que humana. ela transcende tudo isso. nos vivemos na atmosfera, ela vive na estratosfera.

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terça-feira, janeiro 15, 2008

ajeitando a casa



bom, to tentando aos poucos ajeitar a casa. blogar é um vício e quando se perde é difícil voltar. mas quero ver se volto: a cuidar daqui e a visitar os amigos. atualizei os livros que estou lendo. enfim consegui comprar o "notas de um velho safado", e estou gostando. eu havia começado a ler o volume 1 do "fabulário geral do delírio cotidiano" mas não me empolguei, já o notas está interessante. O "impostura científica" é empréstimo do meu amigo Renato que sempre me indica coisas interessantes para ler, comecei esta semana e o livro trata de grandes falcatruas que alguns cientistas que buscam apenas fama e não a verdadeira ciência acabam pregando. entre algumas delas está os erros de cálculos propositais de Ptolomeu para provar que a terra era o centro do universo e as órbitas dos planetas eram circulares, ou o golpe de um geneticista que descobriu o gene gay, e o importante é que tudo tem referência bibliográfica, Michel coletou tudo através de seu trabalho como jornalista científico. Como tem muita gente aqui em casa por causa das férias, essa semana tá complicado trabalhar na minha tese, espero voltar com o gás todo semana que vem. e além disso quero ver uns filmes que baixei e ainda não vi, sabem como é, não sei quem inventou essa que o filme tem que ser lançamento pra ser bom, ou vai dizer que quando lançaram "amarcord" em 1973 ele não era bom? o resultado é que tenho que ver filmes sozinho, o que por um lado é até bom, assim não preciso ficar ouvindo comentários sarcásticos daqueles que não estão entendendo o filme. adicionei uma lista de coisas que ando escutando ultimamente. ainda nada me demove da idéia que os melhores discos do Dylan são os dos anos 60-70, e toda vez que escuto algo pós oitenta isso se confirma ainda mais. o Jethro tinha uma pegada mais blues no começo. bom, evolução faz parte da arte e como gosto é gosto eu prefiro ficar com os meus. vanguart foi uma descoberta. li como indicação em um blogue e baixei. gostei muito. alternando algumas composições em português e outras em inglês o rock deles soa desprentensioso e bem humorado, com uma cara indie mas sem soar como rock britânico na onde de arctic monkeys, keane, ou franz ferdinand.
já que chegou até aqui, volta lá pra cima e repara na ruiva do Klimt, o olhar da moça, como que distante, ausente, ou olhasse através do expectador, das quatro é a única de olhos abertos.

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quarta-feira, outubro 10, 2007

ben harper

Essa é só pra dizer que eu acho que o Ben Harper não tem nada de surf music, e para aqueles que disseram que ele é uma mistura de Jimmi Hendrix com Bob Marley também estavam enganados . Esse disco tá bem diferente dos anteriores. Mas ao mesmo tempo permanece com a cara do Ben. Tem uma pegada mais soul e folk, como "in the colors". Já "fool for a lonesome train" lembra o Dylan dos anos 70, quando ele ousou colocar uma banda para fazer um barulho com ele, mas sem deixar aquele espírito de cara sozinho tocando o violão na beira da estrada enquanto espera uma carona, mesmo espírito da "paris sunrise #7". Apesar de "I need you tonight" ter um apelo Hendrix, o vocal tem uma paixão de James Brown. Acho que o Harper está bebendo mais conscientemente das suas raízes.

Quer ouvir? Vai lá


ps. eu apenas estou dizendo onde está.



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- Essa é mais uma pérola da Lisa, no episódio "simpsons wars", (segunda temporada), o casamento de Homer e Marge entra em crise depois do figura encher o piquá o fazer um papelão na festa que eles dão para os amigos. O importante é que o casal vai para um retiro para casais promovido pela paróquia local, e deixa as crianças como o Vovô Abe. Advinha? Bart dá uma festa em casa, e ambos, Bart e Lisa forjam uma lista de compras cheia de bobagens, tipo todos os sabores de sorvete possíveis. Lisa "acho que estou tendo um conflito ético aqui".

- mais um donut: "três garotos e um gibi" tem alguma coisa a ver com o "the good, the bad, and the ugly", do Leone? Bart é o mal, Milshouse o feio, e o Martin o bom? comparação esdrúxula, mas em se tratando de simpsons tudo é possível.

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- A Matéria sobre o Che na veja é de se pensar. Pelo menos é um outro lado da moeda. Acho que o uso de sua foto como ícone Pop esvaziou de sentido a sua imagem. Se não o tivessem matado a história poderia ter sido outra. Todo comunista nos anos 50 e 60 achava que estava certo, tem gente até hoje que acha que a revolução é o único caminho, culpar ele por isso não dá. Ele apenas foi atrás do que milhões queriam fazer mas não tinham coragem. Que ele não era um bom militar isso sempre teve na cara, um cara que dá um tiro no próprio pé não deve ser um bom militar mesmo. Até eu que tirava serviço no quartel armado com uma pistola carregada nunca tive problemas com armas, e olha que eu sou descordenado.

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quarta-feira, outubro 03, 2007

novo cd do white stripes



O que sempre me atraiu nesses dois malucos foi a potência do som. A voz e a guitarra do Jack são demais. Vou repetir como tudo mundo que ele é o melhor guitarrista que surgiu nos últimos tempos, e da galera que toca por aí poucos fazem o que ele faz. Eles já entraram para o cânone do rock. Não vou colocar rótulos, chame eles do que quiser. Não escuto música porque elas está numa sessão da loja escrito indie, poprock, metal, hardrock, ou o que quer que seja. Música é gosto. Ponto. E o som que eles fazem me agrada e muito. Depois de me justificar, vamos ao cd. Como toda banda boa, eles dão cara para suas músicas. Você escuta e sabe quem está tocando. Tudo bem que a Meg não é um John Bohan, a bateria dela casa harmoniosamente com a guitarra do Jack, e é isso que importa. Eles não precisam de um baixista, de um tecladista, ou de um guitarrista base, ou um vocalista solo. E essa é a vantagem de bandas assim como eles, Radiohead, Keane, e outras por aí que se viram com o que tem e fazem um som devastador. Mas a despeito daqueles, o Jack não usa sintetizadores. Ele pluga sua guitarra no pedal, na caixa e toca. Só isso. Nada de parafernálias eletrônicas. E por isso o som deles tem esse tom meio cru de rock de garagem, de vizinho do apartamento de cima tocando bateria dentro de casa, sem perder a rebeldia gostosa que todo rock precisa ter.

A música “300 M.P.H. Torrential Outpour Blues”, por exemplo, parece uma baladinha, e é uma baladinha, mas dali a pouco saltam uns riffs, e a guitarra começa a gritar entre uma estrofe e outra. “Conquest” tem uma pesada mais heavy, e com um metal só pra dar um contraste. É uma musiquinha sobre amor, e tem até uns versinhos legais como “And then in the strange way things happen/ The roles were reversed from that day/ The hunted became the huntress/ The hunter became the prey”. Mas para mim os destaques do cd são "Prickly Thorn, But Sweetly Worn", e "St. Andrew (This Battle Is In The Air)", que possuem um tom mais raíz, com uns sons do que parece ser uma gaita de fole, um pandeiro, e uma rabeca, o que dá uma cara daquelas músicas de imigrantes irlandeses, e as duas parecem ser uma só.

Aqui embaixo, o clipe de “Icky Thumb”, faixa que batiza o cd.

E a “You don’t know what love is”, video e música são muito bons.

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domingo, setembro 30, 2007

cartola, o filme


Finalmente consegui ver o filme que eu perdi de ver no cinema. Talvez no cinema eu tivesse uma impressão diferente do som, da cor, da textura do filme. Bom, vamos lá. Um filme sobre o Cartola, mesmo que seja ruim, vale a pena ser visto porque Cartola além de ser um dos maiores sambistas do país foi um personagem em tanto, assim como outros figurões como Noel Rosa ou Pixinguinha, que ajudaram a criar essa música sensacional que é o samba. Claro, como todo bom personagem que se preze, teve uma vida cheia de altos e baixos. Fez de tudo um pouco na vida. Engraxate, pedreiro, lavador de carros, dono de bar... e era um talento nato. Nunca foi dado aos estudos, e não me consta que sequer tenha terminado o ensino fundamental. Quem o ouviu, sabe que escreveu algumas das cancões mais belas escritas em língua portuguesa, como "As Rosas não Falam", e "O mundo é um moinho", ou mesmo "Divina Dama", que provavelmente vocês já devem ter ouvido por aí na boca de um Nei Matogrosso, de um Cazuza, ou de um Chico Buarque, respectivamente. Aliás, ponto interessante do filme é a interpretação de algumas canções suas por personalidades do samba, como Elza Soares, Beth Carvalho. O filme também traz depoimentos de outros personagens do samba carioca, como Carlos Cachaça, Nelson do Cavaquinho, Zé Ketti, Nelson Motta, Sérgio Porto, que foi quem re-habilitou Cartola nos anos 60. Se Cartola apenas gravou seu primeiro disco em 63, imagine o que há de imagens dele? Sim, uma coisinha aqui, outra ali. Ele sendo entrevistado mesmo, muito pouco. Tem o programa ensaio da TV Cultura, que aliás foi feito com ele e com Leci Brandão. No Dvd ele tá na capa, mas de fato o programa foi gravado meio a meio, bom, mas tem até a Dona Zica nele. No final o filme resulta numa colagem dessas coisas, e algumas partes encenadas, como a infância dele. Tem algumas coisas que ficaram meio soltas no filme. Quando ou quem viu acho que vai perceber, mas não vou falar aqui. Pra quem viu, se alguém quiser me explicar o que é aquela cena com o esqueleto eu agradeço. O Brasil é cheio de personagens interessantes que precisam ser resgatados, antes que as pessoas, ou eles acabem morrendo. Foi interessante o que fizeram com o Chico, com o Vinícius, Cazuza, Villa-Lobosagora com o Cartola. Só falta esse povo se ligar e fazer cinema com personagens como o Tom, a Elis, Noel Rosa, Renato Russo, Raul Seixas, Nara Leão. Só que faltam ainda bons contadores de histórias, bons biógrafos, como o Fernando Morais, ou o Ruy Castro.

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quarta-feira, setembro 19, 2007

nina simone

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quarta-feira, setembro 05, 2007

earth intruders


Falem o que quiser, mas ela é muito foda. E se der certo vou pra ctba ver ela em outubro.

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domingo, maio 27, 2007

what a woman!


A primeira vez que ouvi falar dela foi numa daquelas notas de lançamentos da Bravo! curioso procurei no emule e baixei o album 'the greatest', que de coletânea só tem o nome. Como disse um resenhista do Rolling Stone que a entrevistou, sua música bebe do desastre e da desilusão amorosa. Ele ficou em depressão um bom tempo, por causa dessas coisas que os homens fazem com o coração das mulheres, e inclusive ela tentou se matar. Se a carreira dela foi um acidente, foi um acidente feliz ter ouvido esse som sensacional, essa voz forte, com personalidade que ela tem. Ela tem história e biotipo para ser comparada com Janis e Lady Day, mas influências a parte, que partem do soul, do blues e adjacências a personalidade com que canta nos soa melancólica, mesmo as canções mais alegrinhas, "could we", "willie" parecem ser revestidas dessa aura de tristeza e desilusão, que aparece mais claramente em 'hate" com versos como "they can give me pills/or let me drink my fill". Há uma pontinha de esperança, que me soa ingênua, mas nem por isso não-lírica na canção 'living proof': "you're supposed to have the answer/you're supposed to have living proof/ well I am your answer I am living". Apesar de haver poucos cantores descentes hoje em dia, Eddie Vader sendo uma feliz exceção, a safra de divas está bombado. Mulheres como Laren Hill, Macy Gray, Amy Winehouse, Carla Bruni, têm dado uma roupagem moderna para a boa e velha canção, seja cantada em que língua ou ritmo for, o que me faz gostar delas é a personalidade musical que elas têm, que acho que a Joss prometia e acabou se rendendo ao mercado com um albunzinho meia boca "presenting...", como se os outros fossem ensaio e agora ela quer mostrar quem é. E acho que mostra que é só mais uma patricinha que tentou ser uma Janis moderna e não conseguiu ter peito pra isso. O que a Chan faz é incrível por que é diferente e faz você gostar mais ainda a cada vez que ouve o som dela.

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