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Na quarta pela manhã fui a reunião que o programa de pós-gradução faz com os novos alunos de doutorado. Conheci o pessoal novo, deu pra ver que o doutorado deles funciona mais ou menos como o nosso. Eles tem que cumprir créditos em disciplinas obrigatórias e em seminários especializados, escrever dois artigos publicáveis, um no final do primeiro e outro no final do segundo ano, e no final do terceiro ano apresentam a proposta de tese. Provavelmente eles devem ter entrado já com um orientador em vista, mas eles não tem nenhum orientador quando entram, isso eles fazem depois.
Na quinta me encontrei com o Kennedy para discutir o meu trabalho, apresentei minhas idéias, ele gostou, discutimos o assunto e ele me indicou algumas leituras, e me deu um livro que ele acabou de lançar que vou ter que ler durante essa semana. A tarde fui visitar o Art Institute of Chicago, nas quintas depois das 5hrs a entrada é gratuita. Infelizmente algumas galerias com o acervo de arte moderna estão passando por reforma. Acreditem, passei 3 horas lá dentro e vi tudo muito rápido. Tem muita coisa. Arte oriental, africana, indígena, uma sala de design, artigos egípcios, gregos e romanos. Muitas pinturas de artistas americanos do século XVIII e XIX, algumas de impressionistas franceses, Manet, Monet, Lautrec. Ali está o famoso quadro do Edward Hooper, “Nighthawks”, que é simplesmente fantástico ao vivo. Outro quadro absurdamente fabuloso e grande é o “Sunday on
No sábado, pela manhã fui em uma feira de antiguidades num lugar um pouco afastado do centro da cidade, demorei um pouco pra achar porque desci no ponto errado, mas pelo menos achei o estádio do Bulls, e descobri como é fácil chegar lá. A feira não era lá aquelas coisas. Não era na rua, nem numa praça, e tinha que pagar pra entrar. Paguei meia, us$5. Claro, tinha algumas coisas legais, móveis antigos, tapetes, uma barraca com uma quantidade enorme de discos, roupas usadas, jóias e bijouterias (muitas), cartazes de propagandas antigos, mas extremamente caros, brinquedos antigos. O ambiente era legal, mas se fosse em uma praça, e há muitas praças aqui, a graça seria outra.
Saí dali e no ponto de ônibus encontrei uma brasileira. Ouvi ela conversando com a filha, e foi inevitável fazer a pergunta óbvia: “Você é brasileira?”, ela foi bem simpática. O marido veio fazer MBA e já estão aqui há cinco anos, acabamos pegando o mesmo ônibus, ela me deu umas dicas da cidade, perguntou o que eu estudava, se estava gostando da cidade, essas coisas. Foi bom falar português e ser compreendido, se bem que às vezes converso com voz com uns amigos no Brasil, isso quer dizer que não vou desaprender a falar português tão cedo.
Um guia da cidade recomendava a junção da Clark St com a Belmont Ave, pela agitação, lojas bacanas, bons restaurantes, etc. Pensei que seria um bom programa dar uma caminhada por lá. Lá fui eu. Peguei o metrô e desci na Clark. Só que desci na estação errada, deveria ter descido duas estações depois. Isso eu fui descobrir quando cheguei na Clark com a Belmont e ver que o metrô fica justamente ali. Mas tudo bem, acabei indo a pé até a Belmont Ave. Foi uma caminhada legal, o dia estava bem bonito, havia uma série de barzinhos no caminho, muita gente caminhando na rua, um clima bem bom. Eu estava sem relógio, por isso não faço idéia de quanto tempo caminhei. Parei para comer um cachorro quente num lugarzinho bem bagaceira. Mas como tinha bastante gente comendo ali, fui experimentar. Foi barato, um hot-dog, com fritas, e um copo de Coca-cola custou us$6. O cachorro quente tinha umas coisas estranhas, como duas pimentas, e um pepino azedo enorme cortado ao meio, a salsicha é diferente também. Eu comi um hot-dog do 7-eleven na quinta e a salsicha era bem parecida com a nossa e você poderia colocar o que quisesse nele. Ah, tinha a opção da salsicha ser apenas cozida ou grelhada, pedi cozida, mas depois percebi que grelhada teria sido melhor. A porção de fritas era enorme, não consegui comer tudo e trouxe pra casa o que sobrou. Passei por duas lojas especializadas em quadrinhos, não entrei para evitar a tentação de querer comprar alguma coisa. Mas daí acabei achando uma loja com posters de filmes e deu vontade de levar uns dez embora. No fim acabei comprando o do novo Batman, e o do Pulp Fiction. Depois achei duas lojas que são uma espécie de Brechó-loja-de-fantasia, porque tinha as duas coisas, fantasias e roupas usadas e novas, mas as coisas são misturadas, e você não sabe se aqui é roupa para usar no dia-a-dia ou fantasia. Tinha até um cabide inteiro só com roupas no estilo Big Lebowski. Cabides de camisas organizados por década, 60, 70, 80 e muitas fantasias, claro. Se tivesse uma loja dessa em Floripa, ia virar o paraíso dos punks, dos emos, dos indies, do pessoal da moda, etc porque tem roupa para todos os gostos.
Já ia esquecendo, na minha caminhada pela Clark, ia eu bem tranqüilo quando uma moça me aborda e pergunta se eu teria um minuto, como não tinha nada a perder, parei para escutar ela. Quando eu falei que era brasileiro, ela desandou a falar. Contou que a irmã casou com um brasileiro, mas que ela não lembra o nome da cidade onde eles moram agora no Brasil. Ela já foi visitar eles uma vez, mas se sentiu estranha porque não conseguia entender nada que as pessoas falavam e tinha que pedir para o cunhado traduzir tudo pra ela. Ela gostou do país, das pessoas. Disse que visitou também, Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Falei um pouco de mim também, bla-bla-bla. No final das contas ela estava divulgando um projeto de patrocínio a crianças carentes do terceiro mundo. Eu teria que fazer uma contribuição mensal de pelo menos us$20, pelo que entendi, e poderia me corresponder com a crianças, acompanhar o desempenho escolar, receber informações das pessoas que cuidam do futuro dela lá, poderia visitar ela, etc. Lembram daquele polêmico episódio em que os Simpsons vêm para o Brasil. Tudo começou porque a Lisa estava patrocinando uma criança num programa desses. Pelo menos ela falou que não havia crianças sendo assistidas pelo programa deles, mas em outros países da América latina sim, e na áfrica também. Eu poderia escolher. Bom, apesar dela ser simpática, e quase ter me convencido, não dá né. Mal consigo me patrocinar, quem sabe um dia quando eu tiver uma vida normal com salário, um emprego de verdade, um financiamento na Caixa, aí dê pra pensar em ajudar o próximo distante.
À noite fui ver uma apresentação de Jazz na International House, a moradia para estudantes do exterior. O dia todo houve apresentações de Jazz gratuitas em várias partes de Hyde Park e esse era o show final. Começava às 10hrs e ia até as 2hrs da madrugada. Cheguei às dez, mas como a fila para entrar estava grande, só consegui entrar as 11hrs. Como havia umas senhoras muito simpáticas na fila, até que não foi demorado esperar. Claro, um brasileiro começou a criar caso na porta porque queria entrar para chamar um primo e o policial na portaria não queria deixar. Descobri que era brasileiro porque depois veio outro sujeito tentar ajudar ele a convencer o guarda a deixá-lo entrar, mas o policial foi irredutível. Até que enfim o primo do tal sujeito saiu e eles foram embora. O show foi bem bom, um trio de guitarras, um baixo e bateria. Sensacional, os caras destruíram, e teve um momento em que todos pararam de tocar e ficaram parados vendo o baterista solar, divino. A platéia delirou com o solo. A cerveja estava cara, mas tinha uma espécie de cerveja preta barata, Root Beer, meio mentolada, mas gostosa e refrescante, por us$2,50. Como estava cansado, acabei indo embora meia-noite e pouco, foi chegar em casa e desmaiar na cama.
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Fui conhecer meu orientador, Christopher Kennedy. Muito simpático, me mostrou o prédio do departamento de Linguistica e onde fica o laboratório, com os grupos de pesquisa respectivos, fonética, linguistica computacional, semântica, etc. os laboratórios ficam no porão do prédio de ciências sociais (foto), e foram recém reformados porque alagaram ano passado. Vou poder trabalhar ali e também terei uma chave que vou receber na semana próxima. Fui apresentado ao Alan Yu (mais um asiático), que é um dos coordenadores da pós-graduação e coordena o laboratório de fonética, que é quem vai explicar para os novos alunos como funciona todo o programa na próxima quarta. O Kennedy disse que seria interessante que eu participasse para saber como funciona o programa e conhecer os alunos. Também me convidou para uma confraternização de início de ano letivo que deverá acontecer na próxima semana, mas que ainda não tem data certa. Depois fomos tomar um café, aliás o café nas cafeterias é sempre bom. Segundo o Kennedy, a cafeteria do prédio de ciências sociais é um dos melhores lugares do campus pra comer. Comer, claro, doces, salgados, café, refris. Nem sinal de coxinha, empanado, pastel, risoles, etc, Pelo menos tem donut que é muito gostoso.
Depois fui na livraria da universidade onde tem muita coisa legal, mas como tenho que me segurar pra não sair gastando. De material escolar e de escritório a artigos licenciados da universidade, camisetas, moletons, chaveiros, canecas, etc. só comprei um livrinho de us$12 que o Renato havia me falado sobre, Plato and a Platypus walk into a bar, sobr filosofia exemplificada com piadas, recomendo, tem uma edição brasileira com o título de "Platão e o Ornitorrinco".
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Provavelmente meu blogue vai acabar virando meu diário de bordo, o que é algo legal, porque estou um pouco com preguiça de escrever à mão, e realmente estou cansado depois de passar praticamente dois dias inteiros caminhando. Pelo menos conheço razoavelmente o caminho de casa até a universidade. Tem cada casa sensacional. Descobri que o Hemingway nasceu aqui e algum dia desses vou visitar a casa onde ele nasceu e o museu que fica na mesma rua.
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